fev 17 2014

Novo Conselho Curador da FMC – 2014

Conselho Curador da Fundação Municipal de Cultura é composto por 11 membros escolhidos pelo Prefeito de Belo Horizonte para cargo não remunerado. O mandato é de 2 anos. Entre as principais funções estão aprovação dos planos anuais e plurianuais; do relatório anual das atividades, prestação de contas e balanço geral; de alienação ou oneração de bes patrimoniais; e contração de empréstimos e financiamento.

PORTARIA Nº 6.153, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2014

O Prefeito de Belo Horizonte, no exercício de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto no art. 136 da Lei nº 9.011, de 1º de janeiro de 2005, bem como o disposto no art. 10 do Anexo Único do Decreto nº 14.371, de 13 de abril de 2011,

RESOLVE:

Art. 1º – Designar, para compor o Conselho Curador da Fundação Municipal de Cultura, os seguintes membros:

I – Mauro Guimarães Werkema, titular e Presidente, e Paulo Roberto Castellari-Porchia, suplente;

II – Lázaro Luiz Gonzaga, titular, e Sérgio Ricardo Corrêa Pereira, suplente;

III – Rogério Lima de Sá Fortes, titular, e Ângela de Alvarenga Batista Barros, suplente;

IV – Ângela Gutierrez, titular, e Mônica Eustáquio Fonseca, suplente;

V – Helton Freitas, titular, e Mirian Coelho Lott, suplente;

VI – Cristiana Miglio Kumaira, titular, e Maria Celina Paiva Szrvinsk, suplente;

VII – Jorge Rafael Gomes Cabrera, titular, e Luiz Gonzaga Teixeira, suplente;

VIII – José Osvaldo Guimarães Lasmar, titular, e Jorge Carlos Borges de Souza, suplente;

IX – Roberto Borges Martins, titular, e Alberto Wanderley Camisassa, suplente;

X – José das Dores Vital, titular, e Roberto Noronha Filho, suplente;

XI – Fernanda Medeiros Azevedo Machado, titular.

Art. 2º – Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 13 de janeiro de 2014.

Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2014

Marcio Araujo de Lacerda

Prefeito de Belo Horizonte

Fonte: http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&pk=1116178

Sobre o Conselho Curador: Decreto nº 14.371, de 13 de abril de 2011

Seção I
Do Conselho Curador

Art. 10 – O Conselho Curador, unidade colegiada de direção superior da FMC, é composto de 11 (onze) membros e respectivos suplentes indicados e designados pelo Prefeito, de notório saber dentre as áreas relacionadas à cultura ou destacada atuação em atividades afins com as finalidades da Fundação.

§ 1º – É de livre escolha do Prefeito o Presidente do Conselho Curador e seu substituto em casos de impedimentos.
§ 2º – O Presidente do Conselho Curador será substituído em suas faltas pelo Secretário Geral do Conselho ou Conselheiro por ele designado.
§ 3º – O Secretário Geral do Conselho será indicado pelo Presidente do Conselho Curador.

Art. 11 – O exercício de mandato de membro do Conselho Curador é gratuito e sua função considerada de caráter relevante para o Município.

Art. 12 – O mandato dos membros do Conselho Curador será de 02 (dois) anos, permitida a recondução.

Art. 13 – Compete ao Conselho Curador da FMC:

I – zelar pela Fundação, seu patrimônio e cumprimento dos seus objetivos;
II – aprovar os planos anuais e plurianuais de trabalho da Fundação, inclusive as propostas orçamentárias, propostos pela Diretoria Executiva;
III – aprovar o relatório anual das atividades, a prestação de contas e o balanço geral;
IV – aprovar as propostas de alienação ou oneração de bens patrimoniais, bem como doação com encargo, observada a legislação vigente;
V – deliberar sobre a contratação de empréstimos e financiamentos;
VI – opinar sobre alterações do plano de cargos e remuneração do pessoal;
VII – encaminhar Representação ao Prefeito sobre irregularidades constatadas no funcionamento da Fundação, podendo indicar as medidas corretivas necessárias;
VIII – propor, em conjunto com a Diretoria Executiva, alterações deste Estatuto e submetê-las à aprovação do Prefeito;
IX – elaborar e aprovar o seu Regimento Interno.

Art. 14 – O Conselho Curador reunir-se-á, ordinariamente, a cada 03 (três) meses e, extraordinariamente, para tratar de matéria constante de convocação feita pelo seu Presidente, por iniciativa própria, por solicitação de 1/3 (um terço) dos membros ou do Presidente da FMC.

§ 1º – As reuniões do Conselho realizar-se-ão com presença da maioria absoluta dos membros, sendo consideradas aprovadas as matérias que obtiverem maioria dos votos, cabendo ao Presidente, além do voto pessoal, o de desempate.
§ 2º – Os membros da Diretoria Executiva da FMC terão direito a voz e assento nas reuniões do Conselho Curador.

 

 

fev 17 2014

CARTA DE APOIO AO CARTUNISTA DUKE

A Associação Cultural Nação HQ – entidade fundada em 2004 e que a atua na pesquisa, difusão e valorização das histórias em quadrinhos – vem através desta carta manifestar apoio a Eduardo dos Reis Evangelista (Duke) em decorrência do processo judicial que o juiz de futebol Ricardo Marques Pereira está movendo contra o cartunista por causa da charge de 2010 sobre o jogo Cruzeiro x Ipatinga.

charge-duke-processo

Duke, competente e premiado cartunista, é um dos mais importantes artistas da atualidade. Um ícone de profissionalismo e uma referência para quem deseja trabalhar nesse mercado. Além de publicar trabalhos próprios, também atua na promoção de novos profissionais, abrindo espaços para novos talentos nas páginas de domingo do jornal Super Notícia ou promovendo o importante Salão BH Humor, evento de referência em nossa área. A lisura de seu trabalho se comprova no fato de que, em sua longa e brilhante carreira de publicações diárias em um dos mais importantes jornais do estado, é a primeira vez que está sendo processado por um de seus trabalhos. Presidentes, governadores, prefeitos, senadores, vereadores, empresários, artistas, entre outros, já foram retratados em suas publicações, e todos eles sempre entenderam o caráter crítico de seu trabalho.

O significado de “charge”, originário da França, significa “carga”, a arte do exagero. Surgiu na Idade Média, no tempo em que a população começava a conquistar a liberdade de expressão através do desenvolvimento da imprensa, onde o povo ganhou voz para criticar e questionar injustiças. A charge ganhou força devido a sua reflexão sobre os acontecimentos cotidianos. O gênero reinterpreta a realidade usando a sátira como recurso, retratando figuras de poder e de destaque na sociedade e suas ações.

Não por acaso Angelo Agostini, artista que é considerado o primeiro a publicar uma história em quadrinhos no Brasil, também carrega em sua história o primeiro processo judicial contra a imprensa brasileira. Por causa da charge “O cemitério da Consolação no Dia de Finados”, publicado no jornal Cabrião em 4 de novembro de 1866, Agostini e o jornal foram processados por quem considerou o trabalho “uma torpe profanação”. O julgamento foi favorável ao réu, constando nos autos que o desenho foi considerado “um gracejo de mau gosto mas que não cabia punição pelo crime de ofensa a moralidade pública”.

Nem sempre o retratado se sente confortável com sua exposição. A charge não só expõe o seu erro, como potencializa a sua falha se utilizando do humor.

É o caso da charge em questão, onde o desenho expõe o erro do juiz que prejudicou o time do Ipatinga. Utilizando-se de um código comum do futebol, do juiz que é caso de polícia, o cartunista faz uso de um esteriótipo presente no imaginário do leitor para que haja uma cumplicidade com o público. O humor só se realiza através dessas metáforas associativas, do qual, sem ela, se tornaria apenas um desenho descritivo de uma cena.

A função de contestação e crítica de uma charge é o elemento essencial para a criação artística. A condenação de Duke no processo abre um precedente preocupante. Significa uma ameaça à criação de todos nós, profissionais, que usamos o humor para relatar, contrapor e questionar fatos e regras sociais.

Nos afastando do nosso ponto de vista de profissionais afetados, o que isso nos diz como sociedade? Estamos estabelecendo que, a partir daqui, o olhar crítico precisa se submeter a aprovação do criticado? Precisamos pressupor que o público é literal e incapaz de entender abstrações ou exageros satíricos? Que, por conta desta “inabilidade”, precisamos ser protegidos da ironia?

Ao aceitar esta necessidade pelo literalismo estamos nos comprometendo com uma rigidez de fatos que beira a falta do bom senso porque até a última vez que checamos, nas mídias em que aparecem, as charges vinham sob a classificação de humor e não notícia. Certamente, o trabalho de Duke não está sendo usado como evidência das “acusações” que faz em nenhum processo investigativo. Nós sabemos disso. O público sabe disso. O criticado sabe disso. E nenhuma das partes envolvidas precisa de decisõesjudiciais para se certificar que entendemos o que estamos vendo.

Em tempos de comissão de verdade que se reafirme em alto e bom tom, CENSURA NUNCA MAIS.

PS: A Nação HQ veementemente (mas com um sorriso irônico, é verdade) agradece se nenhuma ordem judicial for expedida contra as palavras marcadas entre aspas ou frases carregadas de sarcasmo contidas nesta carta. Elas tem função crítica e faríamos bem em  interpretá-las criticamente, não é?.

fev 11 2014

BDMG Cultural divulga editais para artistas mineiros e residentes no estado

O BDMG Cultural divulgou três de seus editais de concorrência pública. Os prêmios BDMG Instrumental e Marco Antônio Araújo, e o programa Mostras BDMG, terão os seus regulamentos e fichas de inscrição disponibilizados para o público na página eletrônica da instituição.

Neste ano, há novidades no Mostras BDMG. O programa de artes visuais da instituição, além de exposições de cerâmica, desenho, escultura, gravura e pintura, terá espaço para a fotografia. Vale ressaltar que o artista selecionado também receberá uma ajuda de custo para a realização da sua exposição.

– Mostras BDMG

Inscrições: 4 de fevereiro a 14 de março

Artistas plásticos e visuais poderão se inscrever no programa que selecionará trabalhos para serem expostos na Galeria de Arte da Instituição, em exposições mensais. Serão aceitas mostras individuais e coletivas, nas modalidades desenho, pintura, gravura, escultura, cerâmica e fotografia. Os candidatos contemplados receberão ajuda de custo, nos valores de R$1.500 (individual) e R$2.000 (coletiva), para finalização dos trabalhos, transporte, montagem e demais despesas, desde que comprovadas.

Informações: BDMG Cultural

Edital Mostras BDMG

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